Artistas

Sons de Outono 2019

Quarteto Arabesco

André Gago: Narrador

 
O Quarteto Arabesco é composto por Denys Stetsenko, Raquel Cravino (violino), Lúcio Studer (violeta) e Ana Raquel Pinheiro (violoncelo). Em instrumentos da época o quarteto dedica-se a interpretações historicamente informadas de música dos períodos Barroco e Clássico. Em instrumentos modernos, aborda o mais variado repertório de música portuguesa dos séculos XX e XXI. Colabora regularmente com solistas e agrupamentos de destaque e o seu trabalho tem recebido reconhecimento dos mais variados quadrantes. Desde a sua estreia em 2006, realizou mais de cento e sessenta concertos nos principais festivais e salas de Portugal (Fundação Gulbenkian, Casa da Música e CCB, entre outros), assim como na rádio, tendo participado em mais de 30 gravações discográficas. São de destacar um recital na Fundação Calouste Gulbenkian com uma versão do Requiem de Mozart para quarteto de cordas e um ciclo de concertos no Pavilhão de Portugal “Trafaria-Praia” de Joana Vasconcelos, na Bienal de Veneza, Itália. 

*André Gago estreou-se como actor em 1984. Criou o Teatro Instável em 2004, onde encenou e actuou em “A Gargalhada de Yorick”, “Noite Antiquíssima”, “Acerca de Música” ou “Hamlet”. A Commedia dell'Arte, descoberta na companhia Meia Preta, e a sua paixão pela máscara levaram-no a estagiar com Ferrucio Soleri, no Piccolo Teatro di Milano. Ensina Técnica da Máscara em inúmeros cursos e workshops. Adaptou Jorge de Sena e Aquilino Ribeiro para o palco, e traduziu e encenou “A Orquestra”, de Jean Anouihl, e “Hamlet”, de William Shakespeare, entre muitas outras adaptações e criações próprias. Em 2013, adaptou e encenou Os 3 Últimos Dias de Fernando Pessoa, de António Tabucchi. Com o conto “O Circo da Lua”, publicado em 2001, recebeu o prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores. Criou em seguida o espectáculo de Novo Circo “Lua!”, apresentado em Lisboa, no Parque das Nações. Em 2010 publica “Rio Homem”, finalista do prémio Leya e Prémio PEN Clube Portugal para Primeiro Romance. Integra actualmente quatro formações musicais com espectáculos de poesia. Paralelamente, realiza inúmeros recitais poéticos nos mais variados formatos. Tem uma vasta experiência como actor em televisão. Actuou de forma mais pontual, no cinema, destacando-se “Solo de Violino”, de Monique Rutler, e “100 Eyes”, de Thijs Bayens. No CCB, foi recentemente o narrador de “Lélio”, de Hector Berlioz.

Quinteto Ventis

Orquestra Sem Fronteiras convida

 
A Orquestra Sem Fronteiras foi criada pelo maestro Martim Sousa Tavares para apoiar e fixar o talento jovem no interior do país, combatendo o abandono do ensino da música e premiando o mérito académico. A O.S.F. oferece aos seus músicos a possibilidade de complementarem os estudos com experiências de trabalho em ambiente profissional e integrando jovens provenientes de diversos locais. A experiência é socialmente equitativa, sendo o mérito e o talento os únicos factores preponderantes para a participação nos seus projectos. 
Os instrumentistas aqui apresentados são membros do Quinteto Ventis, colaboram com as principais orquestras e ensembles portugueses e são convidados da O.S.F.

Ricardo Leitão Pedro

Voz e tiorba

 
O tenor e alaúdista português Ricardo Leitão Pedro nasceu no Porto em 1990. Enquanto levava a cabo uma licenciatura em alaúde na ESMAE no Porto, recebeu uma bolsa Erasmus para estudar na classe de Eugène Ferré no CNSMD de Lyon. 
Colabora com vários ensembles em Portugal, Suíça e França tanto como alaúdista e cantor e é membro de I Discordanti (EEEmerging ensemble 2016) e Concerto di Margherita (EEEmerging 2017-2019) com quem mantém uma agenda preenchida pela Europa.
Terminou uma licenciatura em alaúde com Crawford Young e Marc Lewon e um mestrado em canto com Dominique Vellard na prestigiada Schola Cantorum Basiliensis em Basel, na Suíça. 

Divino Sospiro

Violinos: Raquel Cravino e Nuno Mendes Viola: Massimo Mazzeo Violoncelo: Ana Raquel Pinheiro Contrabaixo: Marta Vicente Cravo: José Carlos Araujo Solistas: Mariana Sousa e Paulina Sá Machado

 
Divino Sospiro é uma orquestra barroca fundada sobre os princípios de qualidade e da fidelidade da interpretação, que enfrenta o repertório antigo sem no entanto abdicar do seu próprio instinto criativo.  Foi criada com a vontade de despertar um novo gosto estético, uma nova paixão pelo “ouvir”, uma nova reflexão sobre o sentido da música e dos músicos. 
Desde a sua fundação deu importância central ao estudo e investigação da música portuguesa do período setecentista e, em parceria com a Parques de Sintra-Monte da Lua, criou o Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal (DS-CEMSP) sediado no Palácio de Queluz, focando o seu trabalho num património verdadeiramente único em Portugal - as “Serenatas do Palácio de Queluz”, considerado um dos mais consistentes projetos nacionais no âmbito da produção musical, quer científica quer de interpretação.  
Apresentou-se nas mais importantes salas de cultura em Portugal - Fundação Gulbenkian, CCB, Casa da Música - e no estrangeiro, incluindo digressões na Europa e Japão e colocando-se na vanguarda da divulgação do património cultural português e dos seus intérpretes. A sua discografia inclui Chiaroscuro, 1700-The Century of the Portuguese (2012), Antigono (2014), Passio Iberica (2019).  
A DS-CEMSP juntamente a PSML é hoje membro efetivo da REMA, a mais importante rede na Europa sobre a música antiga e que hoje reúne membros de oitenta e oito Instituições culturais em vinte e um países europeus. 

Caprice Ensemble

  Matthias Maute: Direção e flauta Sophie Larivière: flauta Susie Napper violoncelo barroco David Jacques: guitarra barroca Ziya Tabassian: percussão

 
Os“Caprice Ensemble” tocam instrumentos da época barroca, foram fundados pelo maestro, compositor e solista Matthias Maute e sâo conhecidos pela abordagem inovadora e aventureira das formas de interpretação. O grupo já fez  apresentações em inúmeros festivais de prestígio, tais como o Festival Internacional Felicia Blumental em Tel Aviv, na Alemanha, o Musikfestspiele Potsdam Sanssouci, o Regensburg, o Festival Hãndel-Festspiele em Halle ou o Festival Stockstadt. 
Os Caprice Ensemble gravaram mais de vinte álbuns para a editora Analekta, com os quais obtiveram um prémio JUNO e quatro prémios PRIX OPUS, tendo sido nomeados para o Prix Echo Klassik na Alemanha com uma recomendação brilhante da revista Gramophone. 
Durante os últimos dois anos, os Caprice Ensemble realizaram mais de cem concertos em cinco países em três continentes, apresentando-se em onze festivais, incluindo a América Latina, China e Africa. 

Portuguese Brass

 
Nascidos na sonoridade ímpar de um decateto de metais, os Portuguese Brass reuniram o entusiasmo de dez músicos profissionais em 2010 na cidade de Braga e desde esse encontro construíram um programa eclético que dá mostras da versatilidade dos instrumentos de metal  e da criação de atmosferas e sonoridades raramente alcançadas. 
Os Portuguese Brass têm tido uma atividade intensa marcando presença em eventos de relevo sobretudo no norte do país. Braga, Viana do Castelo, Esposende, Santa Maria da Feira, Vila Real e Porto, são algumas das cidades de onde se destacam: as atuações nas Semanas Santas de Braga, as comemorações dos quarenta anos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, as comemorações dos cem anos do conservatório de Música do Porto e os Concertos integrados na programação cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, um tributo a George Gershwin (1898-1937), assinalando os oitenta anos da morte do compositor num concerto (em direto para a Antena 2 em Viseu e Braga.  
Para além de apresentarem regularmente obras originais de compositores portugueses, os Portuguese Brass têm um álbum gravado, trabalham regularmente com os maestros Fernando Marinho, José Eduardo Gomes e Pedro Neves e, como parte integrante da sua missão e formação, os Portuguese Brass organizam várias masterclasses no âmbito das atividades pedagógicas no Conservatório de Música de Vila Real, em Santa Maria da Feira, no Conservatório de Música do Porto, na Academia de Música de Cantanhede.Enquanto Portuguese Brass associação, são os mentores e organizadores do Braga Trombone Festival.